Deficiência de vitamina D: sintomas que passam em branco e como corrigir
Apesar do sol abundante, o Brasil tem alta prevalência de deficiência de vitamina D — especialmente em mulheres acima de 40 anos. E as consequências vão muito além dos ossos.
O que é a vitamina D?
Tecnicamente, a vitamina D é um hormônio esteroide produzido pelo organismo quando a pele recebe radiação UVB. A forma ativa (calcitriol) age em receptores presentes em quase todos os tecidos do corpo — folículos capilares, células imunes, músculo, coração e cérebro incluídos.
O tamanho do problema
Segundo a International Osteoporosis Foundation, mais de 1 bilhão de pessoas têm deficiência ou insuficiência de vitamina D. No Brasil, estudo publicado em 2022 mostrou que 52% das mulheres pós-menopausadas têm vitamina D abaixo de 30 ng/mL — valor considerado insuficiente pela maioria das diretrizes.
Por que a deficiência é tão comum?
- Trabalho em ambientes fechados
- Uso de protetor solar em excesso (reduz a síntese)
- Menopausa — pele mais fina produz menos vitamina D
- Obesidade — a vitamina fica retida no tecido adiposo
- Envelhecimento — a síntese cutânea diminui com a idade
- Dieta pobre nas fontes alimentares (salmão, sardinha, gema de ovo)
Sintomas da deficiência
Muitos casos são assintomáticos no início. Quando os sinais aparecem:
- Fadiga e fraqueza muscular persistentes
- Dores ósseas e musculares difusas
- Infecções respiratórias frequentes
- Depressão e alterações de humor
- Queda de cabelo difusa
- Dificuldade de cicatrização
Impactos específicos em mulheres
- Osteoporose: sem vitamina D, até 90% do cálcio ingerido pode não ser absorvido
- Saúde capilar: receptores de vitamina D estão nos folículos — deficiência está associada a eflúvio telógeno e alopecia areata
- Síndrome metabólica: vitamina D melhora a sensibilidade à insulina e ajuda a regular a glicose
- Câncer: meta-análises associam níveis adequados a menor risco de câncer de mama, colorretal e endometrial
Valores de referência e metas
Exame: 25-OH Vitamina D
- Deficiência: abaixo de 20 ng/mL
- Insuficiência: 20-29 ng/mL
- Suficiência: 30-100 ng/mL
- Meta para saúde ótima: 40-60 ng/mL
Como tratar
Dose de manutenção para adultos saudáveis: 1.000 a 2.000 UI/dia. Para corrigir deficiência, pode ser necessário de 4.000 a 10.000 UI/dia temporariamente — sempre com acompanhamento médico. Repetir o exame após 3 a 4 meses para ajustar a dose.
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Autora
Dra. Patricia Sousa
Endocrinologista com foco em distúrbios da tireoide, obesidade e diabetes. Membro da SBEM.


