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Deficiência de vitamina D: sintomas que passam em branco e como corrigir
Nutrição & Saúde

Deficiência de vitamina D: sintomas que passam em branco e como corrigir

Dra. Patricia SousaDra. Patricia Sousa3 min de leitura
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#vitamina D#deficiência#saúde óssea#imunidade#suplementação

Apesar do sol abundante, o Brasil tem alta prevalência de deficiência de vitamina D — especialmente em mulheres acima de 40 anos. E as consequências vão muito além dos ossos.

O que é a vitamina D?

Tecnicamente, a vitamina D é um hormônio esteroide produzido pelo organismo quando a pele recebe radiação UVB. A forma ativa (calcitriol) age em receptores presentes em quase todos os tecidos do corpo — folículos capilares, células imunes, músculo, coração e cérebro incluídos.

O tamanho do problema

Segundo a International Osteoporosis Foundation, mais de 1 bilhão de pessoas têm deficiência ou insuficiência de vitamina D. No Brasil, estudo publicado em 2022 mostrou que 52% das mulheres pós-menopausadas têm vitamina D abaixo de 30 ng/mL — valor considerado insuficiente pela maioria das diretrizes.

Por que a deficiência é tão comum?

  • Trabalho em ambientes fechados
  • Uso de protetor solar em excesso (reduz a síntese)
  • Menopausa — pele mais fina produz menos vitamina D
  • Obesidade — a vitamina fica retida no tecido adiposo
  • Envelhecimento — a síntese cutânea diminui com a idade
  • Dieta pobre nas fontes alimentares (salmão, sardinha, gema de ovo)

Sintomas da deficiência

Muitos casos são assintomáticos no início. Quando os sinais aparecem:

  • Fadiga e fraqueza muscular persistentes
  • Dores ósseas e musculares difusas
  • Infecções respiratórias frequentes
  • Depressão e alterações de humor
  • Queda de cabelo difusa
  • Dificuldade de cicatrização

Impactos específicos em mulheres

  • Osteoporose: sem vitamina D, até 90% do cálcio ingerido pode não ser absorvido
  • Saúde capilar: receptores de vitamina D estão nos folículos — deficiência está associada a eflúvio telógeno e alopecia areata
  • Síndrome metabólica: vitamina D melhora a sensibilidade à insulina e ajuda a regular a glicose
  • Câncer: meta-análises associam níveis adequados a menor risco de câncer de mama, colorretal e endometrial

Valores de referência e metas

Exame: 25-OH Vitamina D

  • Deficiência: abaixo de 20 ng/mL
  • Insuficiência: 20-29 ng/mL
  • Suficiência: 30-100 ng/mL
  • Meta para saúde ótima: 40-60 ng/mL

Como tratar

Dose de manutenção para adultos saudáveis: 1.000 a 2.000 UI/dia. Para corrigir deficiência, pode ser necessário de 4.000 a 10.000 UI/dia temporariamente — sempre com acompanhamento médico. Repetir o exame após 3 a 4 meses para ajustar a dose.


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Dra. Patricia Sousa

Autora

Dra. Patricia Sousa

Endocrinologista com foco em distúrbios da tireoide, obesidade e diabetes. Membro da SBEM.

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