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Hidratação: quanto a gente realmente precisa beber e por que importa
Nutrição & Saúde

Hidratação: quanto a gente realmente precisa beber e por que importa

Dra. Mariana CostaDra. Mariana Costa3 min de leitura
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Ninguém duvida que precisamos de água — mas a ciência da hidratação é mais complicada do que o famoso "8 copos por dia". Entender como o organismo regula a água, quais sinais indicam hidratação insuficiente e como as necessidades mudam na vida da mulher faz diferença prática na saúde.

O papel da água no organismo

A água representa 50 a 60% do peso corporal em mulheres adultas (um pouco menos que nos homens, pela maior proporção de gordura). Ela está em tudo:

  • Transporte de nutrientes e oxigênio para as células
  • Eliminação de resíduos metabólicos via rins, intestino e pele
  • Regulação da temperatura corporal pelo suor
  • Lubrificação de articulações e tecidos
  • Reações bioquímicas — a água é o solvente do metabolismo
  • Manutenção do volume sanguíneo e da pressão arterial

Quanto precisamos, de verdade?

A recomendação da European Food Safety Authority (EFSA) é de 2,0 litros de água total por dia para mulheres adultas, incluindo a água dos alimentos, que representa cerca de 20% da ingestão. Para ingestão direta de líquidos: 1,6 litros/dia. A fórmula mais prática no dia a dia: 35ml por kg de peso corporal, ajustando para mais em dias quentes, durante exercício ou com febre.

O que acontece com pouca água

Uma perda de apenas 1 a 2% do peso corporal em água já é suficiente para causar:

  • Queda de até 20% no desempenho cognitivo (atenção, memória de trabalho)
  • Piora do humor e mais fadiga percebida
  • Dores de cabeça
  • Constipação intestinal
  • Urina muito concentrada e risco de cálculos renais

Estudo publicado no Journal of Nutrition (2012), por Armstrong et al., mostrou que mulheres com desidratação de apenas 1,36% tiveram piora expressiva em humor, concentração e frequência de dores de cabeça.

Hidratação e pele

A pele é um dos últimos órgãos a receber água quando há restrição hídrica — o organismo prioriza órgãos vitais. Pele desidratada perde elasticidade, com linhas de expressão mais marcadas e barreira cutânea comprometida. Vale distinguir: pele seca tem menos sebo; pele desidratada tem falta de água — e se resolve com hidratação sistêmica, não só com cremes.

Menopausa e hidratação

Na menopausa, a queda do estrogênio reduz a capacidade da pele e das mucosas de reter água — intensificando o ressecamento vaginal, ocular e cutâneo. A atenção à hidratação oral e tópica precisa aumentar nessa fase.

O que hidrata além da água

  • Chás sem cafeína: hidratam equivalentemente à água
  • Água de coco: hidratação com eletrólitos naturais — boa opção pós-exercício
  • Frutas e vegetais: melancia, pepino e morango têm mais de 90% de água
  • Leite: hidrata bem e ainda traz proteína e cálcio

O mito do café desidratante

O café tem efeito diurético leve, mas o volume de água da bebida compensa a perda urinária extra. Consumo moderado — até 4 xícaras por dia — não causa desidratação em adultos habituados à cafeína. Revisão publicada no European Journal of Clinical Nutrition confirma isso.


Beleza de dentro para fora com Lume Glow

Os melhores resultados em pele, cabelo e unhas aparecem quando o cuidado externo conta com suporte nutricional interno. Vitamina C estimula a síntese de colágeno, vitamina E protege contra radicais livres, vitamina A renova as células da pele, zinco e selênio combatem a inflamação — mas só funcionam se o organismo tiver esses nutrientes em quantidade suficiente.

O Lume Glow foi desenvolvido com essa lógica: biotina, vitaminas A, C, E, zinco, selênio e complexo B em uma fórmula que nutre pele, cabelo e unhas por dentro. Para quem já cuida da pele por fora, é o passo seguinte.

A pele mais bonita é a que é nutrida de dentro.

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Dra. Mariana Costa

Autora

Dra. Mariana Costa

Nutricionista clínica com especialização em nutrição funcional. Atua em saúde feminina integrativa.

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